Detecção de Risco de Explosividade

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Detecção de VOCs versus Detecção de Risco de Explosividade

A detecção de gases e vapores tóxicos e inflamáveis, bem como o monitoramento dos níveis de oxigênio é fundamental para a garantia da segurança dos trabalhadores em ambientes industriais, com especial destaque para os espaços confinados.

Nos últimos anos o uso de detectores portáteis de gases se popularizou no país e tal fenômeno pode ser explicado por razões como a nova norma que regula a entrada em espaços confinados e que exige o uso dos detectores (NR33), o acesso mais fácil aos instrumentos, já que nos últimos anos os preços baixaram bastante, e o aumento do nível de informação e consciência por parte dos usuários e profissionais do setor de segurança ocupacional.

Uma evolução observada nos equipamentos foi a adoção de mais sensores por detector. Os chamados detectores “multi-gases” tornaram-se mais populares no mercado, enquanto que os detectores mono-gás, também conhecidos como oxímetros ou explosímetros, perderam espaço.

O detector multi-gases permite a detecção de vários tipos de riscos atmosféricos e consequentemente uma maior proteção. Atualmente é possível encontrar detectores com 4, 5 ou até mesmo 6 diferentes tipos de sensores. A configuração mais adotada pelos usuários é o famoso “detector de 4 gases”, que geralmente é configurado com os sensores de O2, CO, H2S e %LEL, este último um sensor de risco de explosão.

Porém como a evolução é constante, um novo movimento observado no mercado é a adoção de um sensor específico que possibilita a detecção de VOCs (compostos orgânicos voláteis) em níveis muito baixos, não detectáveis pelo tradicional sensor de explosividade.

Esse sensor, chamado PID (photo ionization detector) permite ao usuário detectar boa parte dos VOCs de interesse na higiene industrial, incluindo os aromáticos que são altamente tóxicos e cancerígenos, mesmo em concentrações próximas a 1ppm, e com efeitos principalmente crônicos e de longo prazo. Portanto a principal aplicação desse sensor de VOC está no monitoramento de níveis tóxicos e prejudiciais à saúde. O sensor de VOC ou sensor PID não substitui o tradicional sensor de explosividade, chamado de catalítico, pois ambos possuem aplicações distintas. Da mesma forma, o sensor de explosividade não substitui o sensor PID já que sua precisão é baixa ou nula em concentrações muito baixas, que na maioria das vezes não representam risco de explosão, porém são o suficiente para trazer danos à saúde.

O ideal é que o detector possua ambos os sensores atuando de forma independente porém simultânea. Enquanto o sensor PID acompanha os níveis dos VOCs com resolução em ppm, o sensor catalítico monitora os riscos de explosividade na área, que podem ser provocados por gases e vapores altamente inflamáveis como os combustíveis e H2.

Vamos mencionar um exemplo que ilustra a necessidade do sensor de VOCs com precisão em ppm. O vapor de diesel, possui um TWA (8 horas) de aproximadamente 15ppm. Utilizando apenas um sensor catalítico de explosividade o mesmo será capaz de detectar a presença do diesel apenas em concentrações superiores a 60ppm, uma vez que esse sensor trabalha em uma escala que se inicia em 1%LEL (limite inferior de explosividade) . Esse valor de 60ppm está portanto 400% acima do limite de tolerância para exposição segura a esse vapor, que é de 15ppm. Com o sensor PID seria possível, em teoria, detectar a presença do diesel com uma resolução de 1ppm .

Além do diesel existem inúmeros outros VOCs que deveriam estar sendo detectados com precisão de ppm para fins de insalubridade, porém a maioria dos usuários de detectores de gases desconhece a existência do sensor PID e faz uso apenas de sensores de explosividade.

A popularização do uso do sensor PID, que já vêm ocorrendo principalmente entre os higienistas na indústria, sem dúvida elevará o nível de segurança no monitoramento de gases e vapores tóxicos. Além do sensor PID outros sensores para gases tóxicos e estão disponíveis no mercado, com destaque para cloro, amônia, dioxido de enxofre, cianeto, dióxido de carbono e outros.

Já existem no mercado detectores para 05 ou 06 leituras simultâneas e que permitem configurações bastante interessantes como H2S, CO, O2, %LEL e PID por exemplo.

Para maiores informações sobre detecção de VOCs na indústria entre em contato conosco.