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Dúvidas Frequentes

O que é EPC?

Os Equipamentos de Proteção Coletiva (EPC) são dispositivos utilizados no ambiente de trabalho com o objetivo de proteger os trabalhadores dos riscos inerentes aos processos. Como o EPC não depende da vontade do trabalhador para atender suas finalidades, este tem maior preferência pela utilização do EPI, já que colabora no processo minimizando os efeitos negativos de um ambiente de trabalho que apresenta diversos riscos ao trabalhador.

O que é um EPI?

Os Equipamentos de Proteção Coletiva (EPC) são dispositivos utilizados no ambiente de trabalho com o objetivo de proteger os trabalhadores dos riscos inerentes aos processos. Como o EPC não depende da vontade do trabalhador para atender suas finalidades, este tem maior preferência pela utilização do EPI, já que colabora no processo minimizando os efeitos negativos de um ambiente de trabalho que apresenta diversos riscos ao trabalhador.

O EPI (Equipamento de Proteção Individual) é todo dispositivo de uso individual utilizado pelo empregado, destinado à proteção de riscos suscetíveis de ameaçar a segurança e a saúde no trabalho, conforme Norma Regulamentadora nº.6 (NR 06).

Quanto ao EPI cabe ao empregador:
1. Adquirir o EPI adequado ao risco de cada atividade;
2. Exigir o uso do EPI;
3. Fornecer ao empregado somente EPI’s aprovados pelo órgão nacional competente em matéria de segurança e saúde no trabalho;
4. Orientar e capacitar o empregado quanto ao uso adequado acondicionamento e conservação;
5. Substituir imediatamente, quando o EPI for danificado ou extraviado;
6. Responsabilizar-se pela higienização e manutenção periódica do EPI;
7. Comunicar ao MTE (Ministério do Trabalho e Emprego) qualquer irregularidade observada.

Quanto ao EPI cabe ao empregado:
1. Utilizar o EPI apenas para a finalidade a que se destina;
2. Responsabilizar-se pelo acondicionamento e conservação;
3. Comunicar ao empregador qualquer alteração que o torne impróprio para uso;
4. Cumprir as determinações do empregador sobre o uso adequado.

São considerados EPIS:
. Luvas
. Capacetes
. Óculos de Segurança
. Protetor Auditivo
. Respirador
. Calçado de Proteção
. Bota
. Creme Protetor
. Vestuários (jaleco, perneira)
. Cinto de segurança
. Protetor facial

Onde está determinado o tempo de troca de um EPI?

Não há uma normativa que indica ou sugere o tempo de validade do equipamento, pois como é um item de proteção, a qualquer momento pode sofrer alguma alteração oriunda do um incidente e assim, o EPI fez seu papel; mesmo com minutos de utilização. As fabricantes, para auxiliar ou melhorar os desempenhos dos equipamentos, sugerem alguma vida útil ao mesmo, para que sempre os clientes optem utilizar os equipamentos de tecnologias e suas aplicações e proteção sejam sempre eficientes.

Quando a empresa possui número pequeno de funcionários, não apresentando CIPA, quem assina o Mapa de Risco?

Toda empresa precisa de CIPA, aquelas com quadro de funcionário inferior a 20 deve designar um Cipeiro. Treinamento de 20h. Realizará todas as funções da CIPA.

Quais os EPIs necessários para trabalhos em áreas com eletricidade? Como eles devem ser manuseados?

Colaboradores que trabalham em áreas com eletricidade devem usar:

1. Capacete tipo Jokey ou Aba Total Classe B;
2. Luvas de cobertura de tecido Nomex (de acordo com a classe de risco exposta);
3. Luvas de borracha adequada para as classes de riscos expostas;
4. Calçado Tipo Botina com Biqueira Plástica ou Composite, sem componentes metálicos;
5. Calçado Tipo Condutivo (para trabalhos em Regime Energizado);
6. Calçado Tipo Rodoviário (Equipe de Linhas);
7. Protetor facial para proteção de arco elétrico classe II com laudo de ATPV – (Obs – não existe óculos para proteção de arco elétrico);
8. Capuz Tipo Balaclava em meta aramida anti-chama para utilizar junto com o protetor facial;
9. Capuz Carrasco classe IV, para utilização em cabines primárias e secundárias (Alta Tensão);
10. Vestimenta anti-chama, dependendo do nível de carga terá sua atenuação. (EPI dia a dia classe I ou II – conjunto de calça e camisa; EPI para uso em atividades de alta tensão – Calça, Capa 7/8 classe III e IV);
11. Cinturão Tipo Paraquedista anti-chama com alça nos pontos dos ombros para resgate em altura;
12. Gancho para escalada tipo GO 100, 50, 110 etc;
13. Trava quedas;
14. Talabarte de posicionamento;
15. Roupa condutiva (para serviço em regime energizado);
16. Varas de manobras. Dê preferência a tecidos 100% anti-chama, que são inerentes e não necessita controle de lavagens e possuem excelente durabilidade (se as informações de uso, higienização e manuseio forem seguidas corretamente).

Os EPIs devem ser manuseados:

1. No caso de tecido 100% anti-chama, pode ser higienizado em casa, com temperatura de no máximo 60°C;
2. Lavar separadamente de tecidos de algodão (pois o algodão solta pelling (pelos) e este contamina o tecido anti-chama formando bolinhas), num momento de arco estas bolinhas propagarão chamas;
3. Utilizar sabão neutro;
4. Não utilizar nenhum tipo de alvejante;
5. Caso necessite de remoção de óleos e graxa, pode fazer o processo de lavagem várias vezes;
6. Secar a sombra;
7. Se precisar passar, a temperatura deverá ser baixa;
8. Guardar na sombra, longe do sol e luz artificial.

Quais devem ser os EPIs considerados indispensáveis para um trabalho em espaço confinado?

Para atividades em espaços confinados é complicado definir um equipamento indispensável, já que os riscos do espaço confinado são variáveis e mudam de local para local, por isso devemos seguir “33.3.2 – Medidas técnicas de prevenção” citadas abaixo que estão na NR-33:33.3.2 Medidas técnicas de prevenção:

1. identificar, isolar e sinalizar os espaços confinados para evitar a entrada de pessoas não autorizadas;
2. antecipar e reconhecer os riscos nos espaços confinados;
3. proceder à avaliação e controle dos riscos físicos, químicos, biológicos, ergonômicos e mecânicos;
4. prever a implantação de travas, bloqueios, alívio, lacre e etiquetagem;
5. implementar medidas necessárias para eliminação ou controle dos riscos atmosféricos em espaços confinados;
6. avaliar a atmosfera nos espaços confinados, antes da entrada de trabalhadores, para verificar se o seu interior é seguro;
7. manter condições atmosféricas aceitáveis na entrada e durante toda a realização dos trabalhos, monitorando, ventilando, purgando, lavando ou inertizando o espaço confinado;
8. monitorar continuamente a atmosfera nos espaços confinados nas áreas onde os trabalhadores autorizados estiverem desempenhando as suas tarefas, para verificar se as condições de acesso e permanência são seguras;
9. proibir a ventilação com oxigênio puro;
10. testar os equipamentos de medição antes de cada utilização; e
11. utilizar equipamento de leitura direta, intrinsecamente seguro, provido de alarme, calibrado e protegido contra emissões eletromagnéticas ou interferências de radiofrequência.

Qual o EPI adequado para quem trabalha com vidros?

Os EPIs adequados para manuseio de vidro partem do princípio da para-aramida. Cada trabalho necessita de uma vestimenta específica, como: luvas, aventais e mangotes em para-aramida.

Posso utilizar um talabarte de marca diferente do cinto?

Não, o talabarte precisa ser da mesma marca do cinturão utilizado.

Qual a vida útil de um trava-quedas?

Se tratando do trava quedas retrátil o mesmo não possui vida útil, por se tratar de um equipamento que tem manutenção. Porém em caso de queda o equipamento deverá ser retirado de uso, e enviado a manutenção. Quando realizar manutenção:

. Ocorrência de queda (identificada através do indicador de stress localizado no mosquetão);
. Anormalidade no funcionamento;
. Deformação do cabo;
. Uma vez por ano.

Qual a botina indicada para trabalhadores da construção civil?

Existem três tipos de botinas para construção civil:

– Proteção à água: calçado 100% impermeável com resistência à passagem de água (calçado tipo bota PVC injetado em uma só peça) ou repelente à água (cabedal em vaqueta hidrofugado, solado pode ser variado de acordo com a necessidade).

– Proteção contra quedas de produtos: chance de impactos de queda no bico do pé e metatarsos (calçado com biqueira de aço ou composite, com resistência a 200J).

– Proteção à penetração de objetos pontiagudos: calçado com palmilha de aço ou antiperfuro com resistência de impacto de 100N.

Qual a durabilidade de um protetor auditivo?

A vida útil dos protetores auditivos de inserção de espuma é variável, dependendo do local e tipo de trabalho e também da utilização e higienização correta pelo usuário.

Deve ser trocado sempre que estiver enrijecido, condição esta que impedirá uma vedação adequada no canal auditivo dos usuários. O critério para descarte e substituição é subjetivo, pois a avaliação sobre o enrijecimento deverá ser feita por cada usuário e sua supervisão. Além disso, existe grande variação entre os ambientes e tipos de trabalho e entre o cuidado que cada indivíduo tem com o EPI podendo sua vida útil variar de semanas até meses de uso.

Em termos gerais, é importante que o Serviço de Segurança das empresas oriente os funcionários quanto ao uso, cuidados e descarte dos protetores e estabeleça de acordo com cada área e tipo de trabalho, um programa de trocas periódicas, que deve considerar também as diferenças no manuseio entre os diferentes indivíduos. É importante, também, a existência de um programa de inspeção dos protetores, para que seja garantido o uso do EPI nas condições adequadas. Na inexistência de programas de trocas periódicas deve ser permitido aos usuários a troca dos protetores quando, junto ao departamento de segurança, julgarem necessário.

Qual a eficiência e atenuação de cada protetor auditivo?

Consulte sempre a embalagem, a qual contém a informação do nível de atenuação do produto.

Qual o respirador mais indicado para trabalho com poeira de vidro?

O mais indicado é o respirador com manutenção junto com filtro mecânico P1 (Poeiras e/ou Névoas).

Qual o respirador indicado para trabalho com cloro?

Respirador com manutenção e cartucho químico pra gás ácido.

Qual a diferença dos cartuchos classe 1, 2 e 3?

Como são classificados os filtros P1, P2, P3, PFF1, PFF2 e PFF3. De acordo com recomendações contidas PPR (Programa de Proteção Respiratória) da FUNDACENTRO, segue abaixo as classificações dos filtros e para quais contaminantes são recomendados:

. PFF1 / P1: Poeiras e/ou Névoas (aerossóis mecanicamente gerados).
. PFF2 / P2: Fumos (aerossóis termicamente gerados) e/ou Agentes Biológicos.
. PFF3 / P3: Particulados altamente tóxicos(LT menor que 0,05mg/m3) e/ou de toxidez desconhecida.

PFF significa peça facial filtrante, pois o próprio respirador é um meio filtrante. Os filtros mecânicos são testados de acordo com as normas NBR 13697 (P1, P2 e P3) e NBR 13698 (PFF1, PFF2 E PFF3) e os dois parâmetros avaliados são a perda de carga (resistência a passagem do ar) e a penetração de partículas.

Os filtros P1, P2 ou P3 são utilizados em respiradores com manutenção e os PFF1, PFF2 E PFF3 são os respiradores sem manutenção.

Qual a diferença do calçado bidensidade e monodensidade?

A diferença entre esses calçados é a injeção de Poliuretano, onde na linha Monodensidade é realizada apenas uma injeção e na Linha Bidensidade é realizada duas injeções, sendo a primeira a compacta que tem contato direto com o solo e a segunda a entre sola, é o solado de bidensidade que proporciona ao calçado o maior conforto e durabilidade.

O que é um filtro combinado?

Um filtro combinado é um filtro composto por um filtro mecânico, capaz de capturar material particulado (poeiras, névoas, fumos) e um filtro químico em conjunto, capaz de capturar gases e vapores.

Quando eu sei que posso trocar o cartucho e o filtro do respirador?

A vida útil para filtros e cartucho é variável, dependendo do tipo de contaminante, sua concentração, da freqüência respiratória do usuário, da umidade relativa do ambiente e da conservação do produto pelo usuário, devendo sempre ser avaliada pelo responsável sobre a determinação do uso de EPI.

O filtro mecânico deve ser trocado sempre que o usuário perceber um aumento na dificuldade de respiração através do filtro. Isto significa que ele se encontra saturado (entupido). Também deve ser trocado sempre que se encontrar perfurado, rasgado ou com qualquer outra falha que possa prejudicar seu funcionamento. Não deve ser feito qualquer tipo de reparo ou manutenção no produto.

Uma forma prática de se determinar a vida útil de cartuchos químicos é fazendo-se um histórico das trocas em determinada situação dentro do mesmo ambiente de trabalho ao longo de um bom período de tempo. A partir daí, desde que não haja nenhuma alteração do processo, uma média de tempo é calculada e então determina-se que, em média, os cartuchos deverão ser trocados naquele intervalo de tempo.

Qual o respirador que devo usar para agrotóxicos e quando terei que trocá-lo?

De acordo com a Instrução Normativa da Fundacentro, se o contaminante for um agrotóxico contendo veículo orgânico, usar filtro combinado: filtro químico contra vapores orgânicos e filtro mecânico classe P2; se o contaminante for um agrotóxico contendo veículo água, usar, somente, filtro mecânico classe P2. A troca do respirador deverá ser feita a partir do momento que o usuário começar a sentir o cheiro ou o gosto do contaminante estando com o respirador, ou se o respirador vier a sujar a sua parte interna.

O trabalhador com mais de 100 kgs pode utilizar o cinturão para-quedista certificado pelo MTE?

Sim, em função dos ensaios realizados para a obtenção do CA, podemos afirmar que o cinturão pode ser utilizado por um trabalhador com mais de 100 kg, porém essa possibilidade não garante a sua integridade física em caso de queda. Para melhor compreender essa questão, vamos analisar a situação do trabalho em altura levando em consideração as práticas ideais.

Peso do trabalhador
Antes de entrar na questão do equipamento, temos que avaliar se o trabalhador em questão tem condições físicas e de saúde de exercer a função. Cabe ao empregador, via SESMT (Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho), a avaliação do trabalhador para determinar se este está ou não apto ao trabalho. Um trabalhador ter 100kg ou mais, pode ou não significar obesidade. Muitas pessoas com peso abaixo de 100 kg são consideradas obesas e inaptas para o trabalho. Somente um médico do trabalho poderá avaliar com precisão.

Proibição do trabalhador acima de 100kg
Não existe nenhuma base legal que proíba trabalhadores com mais de 100 kg de executar um trabalho em altura. As NBRs de EPI para trabalho em altura especificam uma massa de 100 kg como um padrão de testes em uma condição limite. São normas elaboradas para estabelecer requisitos e metodologias de ensaios relativas a produtos e não de procedimento de trabalho.

Mecânica de uma queda
Esse é o ponto mais importante com relação à questão do peso do trabalhador, mas precisamos entender o que ocorre durante uma queda. Quando um corpo qualquer cai, ele acelera e ganha energia. Dependendo de como esse corpo vai ser parado, essa energia pode ser dissipada, ou distribuída, de uma forma que pode lesionar o trabalhador.

Vamos traçar um paralelo para facilitar a compreensão. Imaginem-se estando dentro de um carro a 60 km/h. Em uma primeira situação, ao pisar no freio, o carro irá se deslocar por um determinado espaço até parar totalmente. Desta forma o que será refletido nas pessoas que estão no carro será apenas uma leve força os projetando para frente do banco. Em uma segunda situação, se prendermos um cabo de aço bem longo no eixo traseiro e começamos a andar. No momento que este cabo estica, o período de frenagem e deslocamento é quase nulo, semelhante ao que acontece quando batemos em um muro. Tudo que estiver dentro do carro será projetado violentamente para frente.

Esta mecânica é o que acontece quando sofremos uma queda. Nós somos os carros e nossos órgãos são as pessoas dentro dele se deslocando em função da desaceleração. A função do cinturão de segurança é criar pontos de conexão no corpo do trabalhador e distribuir o impacto através destes pontos ao longo do corpo. Este impacto está diretamente ligado ao sistema de absorção de energia que é utilizado durante o trabalho. Se utilizarmos um talabarte (cabo de segurança que conecta o trabalhador à estrutura) que não se alonga, este irá fazer o papel próximo à de um cabo de aço, ou seja, o trabalhador vai cair e o impacto vai ser muito grande.

Para colocarmos um freio no sistema temos que incluir um absorvedor de energia que em caso de queda se abra e aumente o intervalo de tempo e espaço de frenagem. As normas de ensaio testam os produtos nas piores condições: uma queda fator 2 que significa uma queda com o dobro do comprimento do talabarte utilizado e uma massa de 100kg. (veja imagem abaixo)

Quando falamos de um trabalhador de mais de 100 kg, se colocarmos este em uma situação critica de queda (fator 2). Esta queda irá gerar uma energia maior para o qual o absorvedor de energia NÃO foi dimensionado. Isso implica que o cinto, agüentando uma força estática de 1500 kgf (conforme o ensaio da norma) irá suportar o impacto, porém o trabalhador irá absorver a energia restante gerada pela desaceleração brusca podendo ocasionar lesões e até óbito.

A solução para este caso é não expor o trabalhador a condições criticas de queda. Sempre que possível o ponto de conexão do talabarte deve estar acima do trabalhador não só para pessoas com mais de 100 kg, mas para todos.

Resgate
O trabalho em altura é um trabalho de alto risco. Quando uma queda é retida por um cinturão pára-quedista e o trabalhador fica em suspensão, se inicia um processo fisiológico chamado Sindrome da Suspensão Inerte (SSI). Resumidamente, a impossibilidade do trabalhador se movimentar, e a pressão exercida pelas fitas do cinto contra o corpo do trabalhador, geram um problema circulatório sério, podendo levá-lo a óbito em poucos minutos. Essa urgência pede que o empregador estabeleça um plano de resposta a emergência em caso de quedas, sempre que forem realizado trabalhos em altura.

Quando falamos em um trabalhador com mais de 100 kg, além da dificuldade de se resgatar uma vítima com esse peso, existe a questão de que seu peso irá agravar o avanço da SSI.

Conclusão
Os cinturões de segurança suportam o trabalhador com mais de 100 kg, porém se o sistema não for dimensionado para reduzir o impacto de uma queda, este poderá lesionar o trabalhador mesmo sem bater em nada durante a queda.

Fonte: ANIMASEG

Síndrome de Burnout, o que é?

Além das tradicionais doenças que afetam a psiquê do trabalhador, como a depressão, o pânico e a ansiedade generalizada, uma outra patologia vem atingindo de forma brutal os trabalhadores. É a Síndrome de Burnout, mais conhecida como Síndrome de Exaustão. Em português Burnout tem o significado de “perder o fogo”ou “queimar completamente”. Portanto, o indivíduo que porta esta síndrome é alguém que teve sua energia vital completamente ceifada. É aquele trabalhador que literalmente queimou o fusível, expressão utilizada na informalidade para descrever o trabalhador acometido de Burnout.

Importante registrar que um dos sintomas mais marcantes da Síndrome de Exaustão Profissional é a despersonalização, seguida da fase de sentimento de incompetência e inadequação para o trabalho – fase na qual o trabalhador passa a duvidar de sua capacidade de realizar as mais simples tarefas, não conseguindo mais se adequar a organização, costumando ainda a adotar uma postura cínica e insensível perante colegas de trabalho e ao próprio patrão.
Estatisticamente essa Síndrome incide, com maior frequência, sobre empregados excessivamente dedicados à atividade profissional e perfeccionistas, são justamente aqueles que se degladiam para ser o primeiro lugar nas metas, dar os melhores resultados, os sempre interessados em manter posições de destaque e que tem o desejo de ser o melhor – os mais atingidos.

A pressão emocional e física decorrente do trabalho é também um dos fatores que mais contribuem para o surgimento da doença. Assim, o ambiente de trabalho e suas condições debilitantes e um dos maiores disparadores dessa doença.

A exaustão profissional ocorre física e piquicamente e é bastante limitadora, trazendo impedimentos, pelo menos na fase mais aguda, para se realizar tarefas normais e se ter uma vida de qualidade. Entre os seus sintomas mais relatados podemos listar as dores pelos corpo todo, sensação generalizada de fadiga e esgotamento, insônia e a sensação de perda dos sentidos e desmaio ou “apagão”. Portadores dessa síndrome relataram muitas vezes, ter perda de memória, que é uma forma reação ao stress agudo, em algumas fases da doença, tudo decorrente das pressões excessivas no ambiente de trabalho.

Finalmente registramos que essa patologia está prevista na Lei 8213-91, figurando na lista de transtornos mentais e do comportamento relacionados ao trabalho, autorizando o requerimento de auxílio doença previdenciário e estabilidade provisória no emprego, desde que constatado que a doença guarda conexão direta com o trabalho, caso em que o trabalhador poderá até mesmo fazer jus a uma indenização no curso de ação judicial. Portanto, fica aí o alerta, pois a doença é realmente altamente incapacitante e grave.

Autor: Maria Inês Vasconcelos

Maria Inês Vasconcelos é bacharel em Direito pela UFMG, pós-graduada em Direito de Empresa pela PUC Minas, e especialista em Direito do Trabalho.

Como fazer o cálculo do custo de Acidente de Trabalho?

O cálculo não é difícil, mas muito trabalhoso. Para cada caso existem diferentes variáveis envolvidas, e muitas vezes isso torna a identificação complicada. Em linhas gerais pode-se dizer que o custo do acidente é o somatório dos custos diretos e indiretos envolvidos.

C = CD + CI

Custo Direto
É o custo mensal do seguro de acidentes de trabalho. Não tem relação com o acidente em si. A contribuição é calculada a partir do enquadramento da empresa em três níveis de risco de acidentes de trabalho, essa porcentagem é calculada em relação à folha de salário de contribuição e é recolhida juntamente com as demais contribuições arrecadadas pelo INSS.

• 1% para as empresas de riscos de acidentes considerados leves
• 2% para as empresas de riscos médios
• 3% para as empresas de riscos graves.

Custo Indireto
Não envolvem perda imediata de dinheiro. Relaciona-se com o ambiente que envolve o acidentado e as conseqüências do acidente. Entre os custos indiretos podemos citar salário, que deve ser pago ao acidentado no dia do acidente e nos primeiros 15 dias de afastamento, sem que ele produza:

• Multa contratual pelo não cumprimento de prazos;
• Perda de bônus na renovação do seguro patrimonial;
• Salários pagos aos colegas do acidentado;
• Despesas decorrentes da substituição ou manutenção de peça danificada;
• Prejuízos decorrentes de danos causados ao produto no processo;
• Gastos de contratação e treinamento de um substituto;
• Pagamento de horas-extras para cobrir o prejuízo causado à produção;
• Gastos de energia elétrica e demais facilidades das instalações (horas-extras);
• Pagamento das horas de trabalho despendidas por supervisores e outras pessoas e ou empresas:

* Na investigação das causas do acidente;
* Na assistência médica para os socorros de urgência;
* No transporte do acidentado;
* Em providências necessárias para regularizar o local do acidente;
* Em assistência jurídica;
* Em propaganda para recuperar a imagem da empresa.

No caso de acidentes com morte ou invalidez permanente, devemos considerar ainda o Custo da Indenização, que deve ser pago mensal-mente até que o funcionário acidentado atinja 65 anos.

Uma pesquisa feita pela Fundacentro revelou a necessidade de modificar os conceitos tradicionais de custos de acidentes e propôs uma nova sistemática para a sua elaboração, com enfoque prático, denominada Custo Efetivo dos Acidentes, descrito a seguir:

Ce = C – i

Ce = Custo efetivo do acidente
C = Custo do acidente
i = Indenizações e ressarcimento recebidos por meio de seguro ou de terceiros (valor líquido)

C = C1 + C2 + C3

C1 = Custo correspondente ao tempo de afastamento (até os 15 primeiros dias) em conseqüência de acidente com lesão;
C2 = Custo referente aos reparos e reposições de máquinas, equipamentos e materiais danificados (acidentes com danos a propriedade);
C3 = Custo complementares relativos as lesões (assistência médica e primeiro socorros) e os danos a propriedade (outros custos opera-cionais, como os resultantes de paralisações, manutenções e lucros interrompidos).

Qual a resistência química das luvas e como utilizar e conservar?

Ao iniciar as atividades
• Caso haja produtos químicos no processo, verifique se o material da luva possui resistência química.
• Inspecione as luvas, verificando se estão em bom estado – sem orifícios e rupturas ou ressecadas.
• Em caso de reutilização, verifique se o interior está livre de resíduos.
• Suas mãos devem estar limpas, secas e livres de cremes ou resíduos.

Durante o uso
• Ao manusear produtos químicos, recomendá-se dobrar os punhos, esta ação evita que líquidos escorram pelos braços.
• Quando houver uso prolongado, retire as luvas, tomando o cuidado para não contaminar as mãos ou o interior das mesmas.
• Recomenda-se também alternar pares de luvas para possibilitar a transpiração das mãos.

Procedimento de descalçamento das luvas
• Antes de retirar as luvas, recomenda-se remover o excesso de resíduos.
• Para facilitar o descalçamento e não contaminar as mãos, recomenda-se iniciar a retirada das luvas puxando-as pelas pontas dos dedos.
• Vire o punho, retirando a segunda luva da mão pelo avesso.

Após o uso
• As luvas devem ser deixadas para secar em locais secos, arejados e sem fontes de calor e luz.
• Lave bem as mãos.
• Após a jornada de trabalho, recomenda-se o uso regular de cremes hidratantes nas mãos.

Armazenamento
• As luvas devem estar secas.
• Devem ser conservadas em locais secos, arejados e longe de fontes de calor e raios UV.

Higienização
• No processo de higienização das luvas, recomenda-se não lavar a seco e não usar alvejantes (água sanitária).
• Lavar e enxaguar em água morna com detergente neutro.
• Secar à sombra, naturalmente ou em temperaturas até 40ºC.

Fonte: Promat

Avaliação Qualitativa Riscos Químicos

O uso indevido de substâncias químicas pode causar acidentes, doenças e até mesmo a morte. Pode ainda causar incêndios e explosões. Acidentes envolvendo produtos químicos podem representar danos à saúde dos trabalhadores e, ainda, custos adicionais para as empresas em termos de perda de material, equipamentos e instalações danificadas.

Em muitos casos, os produtos químicos representam a maior parte dos custos de uma empresa. Sendo assim, qualquer ação orientada a reduzir perdas, descarte, uso e/ou estocagem indevidos resulta em ganhos para as empresas, ao mesmo tempo em que reduz impactos ocupacionais e ambientais.

O manuseio seguro de produtos químicos também gera um aumento de motivação e produtividade e diminui o absenteísmo devido a acidentes e doenças. Faça o download abaixo para conhecer o Manual completo.

Como cuidar do capacete

Qual o procedimento de inspeção do capacete?

Inspecione a parte interna e externa. Procure por rachaduras, amassados, cortes, trincas e riscos. A experiência nos mostra que uma trinca mínima, com o passar do tempo irá aumentar e aprofundar. Procure as rachaduras nas quatro ranhuras que seguram a suspensão, tanto na parte interna quanto externa Se o casco estiver avariado, troque o capacete. Quando checar a parte interna, verifique se as etiquetas de especificação e advertência estão em perfeita condições de leitura.

Um dos sinais de advertência é a cor desbotada do casco mesmo depois de limpo, ou se sentir que a superfície do casco permanece áspera. Examinar o casco é importante, mas ele é só a metade do sistema, certifique-se de inspecionar a suspensão também. Procure sinais de desgaste em toda a suspensão. Procure por tiras torcidas, tiras rasgadas, desfiadas ou descosturadas. Examine os clips de plástico. São os pontos de tensão da suspensão. Procure por trincas ou pequenas quebras.

O envelhecimento também pode afetar a suspensão fazendo deteriorar-se e enfraquecer. Isto pode ser causado por óleo capilar, suor ou sujeira. Qualquer avaria na suspensão pode ser crítica e fazer com que o sistema de amortecimento não funcione corretamente. A suspensão gasta ou deteriorada, não dará a segurança necessária para o sistema. A inspeção periódica é muito importante. Não é necessário mais do que 1 minuto para fazer toda a verificação.

Qual procedimento devo adotar para higienizar e armazenar meu capacete?

Limpe o capacete com sabão neutro e água morna para evitar qualquer irritação na pele. Nunca utilize solvente ou tinner para limpeza do capacete. Estes produtos podem visivelmente ou disfarçadamente corromper as propriedades do capacete. Guarde sempre em locais limpos, secos e a temperatura ambiente para não comprometer a vida útil do capacete. Nunca submeta o capacete à pressão. Sentar-se nele ou comprimir as laterais pode alterar as propriedades e capacidade de proteção.

Posso utilizar meu capacete com a aba voltada para trás?

Sempre use o capacete com a aba voltada para frente. O produto foi projetado e testado desta maneira para absorver o maior impacto possível. Lembre-se que a tira absorvedora de suor deve estar sempre posicionada na região da testa e a tira de nuca atrás da cabeça. Utilize o V-GARD® sem aba caso o modelo com aba frontal não seja apropriado para a realização do respectivo trabalho.

Eu posso pintar meu capacete?

A pintura pode atacar e deteriorar o capacete, reduzindo o grau de proteção originalmente provido e sua vida útil, portanto não é recomendado pela MSA.

Eu posso furar meu capacete?

Nunca fure ou faça rasgos em seu capacete. Qualquer abertura feita no casco compromete suas propriedades mecânicas e elétricas e consequentemente sua aprovação.

Fonte: MSA – Catalogo Técnico

Doenças ocupacionais, quais as principais?

Ao contrário de uma dor de cabeça ou gripe que surge após um período intenso de trabalho, alguns problemas de saúde podem estar relacionados ao desempenho da atividade profissional que dão ao trabalhador, do ponto de vista legal, os mesmos direitos de um acidente de trabalho. De acordo com Eduardo Jesuísno, Médico do Trabalho, para que um problema de saúde seja considerado uma doença ocupacional, o trabalho deve ter o vínculo nexo causal, ou seja, causa e efeito específico na situação.

O médico alerta que certas doenças ocupacionais aparecem de forma silenciosa. “Algumas doenças só aparecem [após] 10 ou 15 anos de trabalho e acabam fazendo tamanho estrago que, muita vezes, a pessoa não tem condições de voltar para o trabalho, seja pelas limitações decorrentes da própria doença ou por ser o único local que o trabalhador consiga desenvolver atividades e isso [retornar para este único local] acabaria agravando a doença”, disse.

Ele informou que pessoas que sofreram alguma doença no trabalho e tiveram que ser afastadas têm o direito de receber até 40% do salário base durante o período de afastamento. Para esse benefício, deve-se comprovar a ligação que a doença tem com o trabalho através de perícia no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), e ter, no mínimo, 12 anos de contribuição previdenciária. Em entrevista ao iBahia, o médico listou as 10 principais doenças que podem ser desenvolvidas no trabalho. Confira abaixo e fique atento a possíveis alterações em sua saúde.

LER/DORT (Lesão por Esforços Repetitivos/Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho)
Provocada por movimentos repetitivos ou por posturas inadequadas, chamadas de posturas anti-ergonômicas. Deve-se ter cuidado no diagnóstico, pois muitas pessoas confundem a LER com uma simples torção ou mal posicionamento em algum movimento.

Antracose
Lesão pulmonar ocasionada por diferentes agentes que são adquiridos nas áreas de carvoarias. A doença pode ser o ponto de partida para outros problemas ainda mais graves e afeta, principalmente, os trabalhadores que têm contato direto com a fumaça do carvão.

Bissinose
Doença causada pela poeira das fibras de algodão, que afeta principalmente as pessoas que trabalham na indústria algodoeira.

Surdez temporária ou definitiva
Quando o trabalhador está exposto em uma área ruídos constantes, ele começa a perder a sensibilidade auditiva e isso pode se tornar irreversível. A perda auditiva se torna definitiva de forma lenta, silenciosa e prolongada. É mais comum entre operários de obras de construção que utilizam equipamentos que emitem ruídos e operadores de telemarketing.

Dermatose ocupacional
Pessoas que trabalham com graxa ou óleo mecânico podem desenvolver reações alérgicas crônicas, de forma que a pele cria placas.

Câncer de pele
Pessoas que trabalham, por exemplo, em lavouras, têm grandes chances de desenvolver o câncer de pele devido à excessiva exposição ao sol. A doença é bastante comum no Brasil, mas só pode ser considerada ocupacional se estiver relacionada à atividade profissional desenvolvida. Uma pessoa que trabalha em um escritório, sem se expor ao sol, por exemplo, pode ter o câncer de pele por outros e não terá assistência do INSS.

Siderose
Pessoas que trabalham nas minas de ferro acabam inalando partículas microscópicas de ferro. Estas partículas acabam se alojando nos bronquíolos, provocando falta de ar constante.

Catarata
Quem trabalha em lugares de altas temperaturas pode desenvolver a perda do cristalino, ocasionando a cegueira. Assim como o câncer de pele, a doença atinge uma parcela significativa da população brasileira, principalmente os idosos, e precisa ter relação direta com o trabalho para ser considerada ocupacional.

Doenças por função
Pessoas que trabalham com alimentos, por exemplo, podem se contaminar pelos produtos orgânicos que são utilizados.

Doenças psicossociais
Problemas como depressão, ou de outra ordem emocional, muitas vezes estão associados a carga horária excessiva, a pressão no trabalho, ou algum desentendimento na área de trabalho. Elas podem acabar desenvolvendo no trabalhador um desânimo prolongado no convívio de trabalho, ocasionando uma tristeza profunda.

Fonte: Portal Revista Proteção, iBahia